Dizer que não podia, não que não quisesse e no fim sentir que fazia muita falta sem o saber. É isso que lhe enrolou os pensamentos, fê-lo pensar que afinal teria aberto a fechadura do coração de alguém. Pela primeira vez tivera a certeza disso. Ficou feliz em saber e ao mesmo tempo triste. Continuou o seu caminho, pois como sempre não teve coragem de enfrentar o seu maior medo.
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Matas-me por dentro, derreto-me, vou a céu e volto.
Aquilo que mata és tu. És uma forma de toxicidade que eu inalo todos os dias e converto em pensamentos a toda a hora, todo o segundo. Fazes-me sair da terra, desenterrar as raízes ir às nuvens e voltar. Quando é que admites aquilo que sentes? Ou melhor quando é que eu admito? Serei eu o louco ou seremos os dois? O veneno da alma que me corre no sangue tem o teu nome gravado. Um arrepio penetrante e forte atravessa todo o corpo cada vez que violo os teus olhos. Tens sempre receio de que te toque nas mãos, nem que seja para ver se te magoaste, porque tens esse medo? Ou não é medo de que te toque mas sim medo que eu pense coisas porque também sentes? Somos mesmo iguais nesse aspecto, temos medo, muito medo de mostrar sentimentos. Vivemos numa espécie de relação de bons amigos, mas não de melhores amigos, porque não queremos ser melhores amigos, queremos ser mais que isso, apesar de não admitirmos um ao outro e de nada termos feito para demonstrar isso, no fundo andamos ambos a brincar com o fogo, um fogo que nos pode queimar e apanhar-nos nas suas escaldantes brasas. Basta um simples soprar de vento para isso acontecer, e quem diz o vento diz uma gota de álcool a mais num ambiente reservado sem ninguém por perto. Apaixonados desde sempre, ou completamente iludidos pelas aparências, pois estas iludem. Eis a questão.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
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