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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Novembro sempre trouxe surpresas

Dizer que não podia, não que não quisesse e no fim sentir que fazia muita falta sem o saber. É isso que lhe enrolou os pensamentos, fê-lo pensar que afinal teria aberto a fechadura do coração de alguém. Pela primeira vez tivera a certeza disso. Ficou feliz em saber e ao mesmo tempo triste. Continuou o seu caminho, pois como sempre não teve coragem de enfrentar o seu maior medo.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Matas-me por dentro, derreto-me, vou a céu e volto.

Aquilo que mata és tu. És uma forma de toxicidade que eu inalo todos os dias e converto em pensamentos a toda a hora, todo o segundo. Fazes-me sair da terra, desenterrar as raízes ir às nuvens e voltar. Quando é que admites aquilo que sentes? Ou melhor quando é que eu admito? Serei eu o louco ou seremos os dois? O veneno da alma que me corre no sangue tem o teu nome gravado. Um arrepio penetrante e forte atravessa todo o corpo cada vez que violo os teus olhos. Tens sempre receio de que te toque nas mãos, nem que seja para ver se te magoaste, porque tens esse medo? Ou não é medo de que te toque mas sim medo que eu pense coisas porque também sentes? Somos mesmo iguais nesse aspecto, temos medo, muito medo de mostrar sentimentos. Vivemos numa espécie de relação de bons amigos, mas não de melhores amigos, porque não queremos ser melhores amigos, queremos ser mais que isso, apesar de não admitirmos um ao outro e de nada termos feito para demonstrar isso, no fundo andamos ambos a brincar com o fogo, um fogo que nos pode queimar e apanhar-nos nas suas escaldantes brasas. Basta um simples soprar de vento para isso acontecer, e quem diz o vento diz uma gota de álcool a mais num ambiente reservado sem ninguém por perto. Apaixonados desde sempre, ou completamente iludidos pelas aparências, pois estas iludem. Eis a questão.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Infinitamente infinito

Há infinitos maiores que outros infinitos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Não sei.

Não sei, não sei como às vezes aguento sem te fazer nada, sem te agarrar e começar a beijar-te. encostar-te à parede, deixar-te sem fuga possível. Sinto que fico a um pequeno passo disso. Falta é isso mesmo esse passo.

terça-feira, 13 de maio de 2014

#1

Despediu-se de uma forma quente e suave como um beijo que acaba de resvalar pelos lábios.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Música é a Minha Alma - Music is My Soul

Muitas vezes foram aquelas que a música tocou, uma música de glória na descida da carreira ou na subida do monte, numa explosão de emoções que iam desde o deprimente até à total euforia e excitação. A música que atrás de mim andava, foi deixada no caminho, o da vida, e agora a música é outra. Música de autoria própria vinda do fundo das cordas vocais e ecoando a quem por perto está. Hoje a vida tem muito mais piada do que quando apenas a glória tocava, hoje toca a banda inteira sem preconceitos e com muito mais liberdade mental. Redescobriu-se em si mesmo.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Papa Francisco, a nova alma da igreja católica.

A igreja católica está em mudança, fez hoje um ano que o cardeal Jorge Bergoglio foi eleito Papa. Muita coisa mudou deste que Bento XVI renunciou ao "cargo", o Papa Francisco trouxe mais abertura à igreja e sobretudo atraiu e atrai massas que já não se viam há uns anos, talvez desde os tempos do santo padre João Paulo II. Francisco destaca-se pela positiva, por inúmeras vezes tem quebrado o protocolo, pois ele não é um homem de protocolos, ele considera-se e bem um ser humano como os outros e apenas está servir a mensagem de Deus, se tiver que alterar a sua rota demarcada para beijar uma criança fá-lo mesmo que tenha que fugir aos seguranças. Francisco é franciscano, não gosta de ostentar riquezas a cruz que carrega ao peito é de prata e não de ouro como a de muitos outros Papas, a sua cadeira é simples não toda esculpida e de madeira nobre como Bento XVI ostentava. Francisco é acima de tudo um grande Homem, com H grande, cujos seus actos são louváveis e muito sinceros. Não sou crente, mas apoio o Papa Francisco e espero que continue a "revolução" que está a fazer na igreja.

segunda-feira, 10 de março de 2014

O abandonado mundo bonsai português.

O bonsai é uma arte milenar com orgiem na China e desenvolvimento no Japão. Em anos relativamente recentes chegou a Portugal em força, nos anos de 2006 a finais de 2009 início de 2010 eram mais que muitos os sites portugueses na sua maioria fórum dedicados praticamente exclusivamente à arte do bonsai. Foi talvez diria um período de ouro para a arte milenar em Portugal. Eu próprio assisti ao nascimento de talvez um dos mais visitados fóruns que existiram em  Portugal, o bonsaimilenar. Fui e sou membro desse fórum e durante alguns anos, por lá aprendi muito sobre essa arte, lá vi diversos clubes de entusiastas de bonsai a serem criados de Norte a Sul do país, eu próprio estive para aderir ao na altura criado bonsai clube de Sintra mas por ser muito novo, não me meti nessas andanças. Entretanto chegou a faculdade passei a ter muita coisa para me entreter para além do bonsai que me chegava a ocupar horas do meu dia, pus de lado essa arte, passei apenas a cuidar do bonsai que tinha e ainda hoje tenho em casa (sobreviveu nem sei como). Mas o que me leva a escrever aqui hoje foi o chocante abandono que encontrei esta semana em diversos sites e fóruns portugueses de bonsai, não sei ao certo o que se passou, mas o que hoje se observa são fóruns que há pouco mais de 4 anos fervilhavam de vida e tinham muita actividade diária e que hoje têm subfóruns sem uma mensagem há mais de 2 anos. O que terá acontecido? Não consigo encontrar uma explicação certa, pois hoje mais do que nunca o acesso à internet é mais fácil do que aquele que era em 2006, hoje há rápidas e boas câmeras digitais, já para não falar dos tablets e smartphones... Já pensei que talvez a par de mim a maioria dos entusiastas tenha deixado de ter tempo, mas deparo-me que isso não faz nenhum sentido, pois todos teríamos que passar a ficar ocupados ao mesmo tempo. Terá sido o facebook o culpado? Realmente ele consome muitas horas por dia, mas penso que para os verdadeiros apaixonados pela arte isso não seria impedimento de intervirem online. Por fim, aponto como a principal culpada a crise, no meu ver as pessoas ficaram mais preocupadas em poder viver no dia a dia e deixaram literalmente de ter tempo para poder pensar em outras coisas que apesar de lhes poder dar prazer não lhes mete comida na boca e  não se trata apenas de tempo, a arte do bonsai não é uma arte barata, é dispendiosa, pois tanto os bonsai como as ferramentas são caros. Sim sei que se pode improvisar e também sei que há "bonsai" à venda em grandes superfícies por 5,99€, mas isso não considero bonsai, considero como pela internet se chama de "mallsai" os ditos bonsai dos centros comerciais. É com pena que vejo esta milenar arte como "abandonada" isto em Portugal, mas tenho a esperança que um dia volte bem vigorosa, pois sei que os que verdadeiramente gostam de bonsai, andam por aí, apesar de algo escondidos.

terça-feira, 4 de março de 2014

O Mar Cruel

Como portugueses conhecemos muito bem a expressão que costumamos dizer "ooh mar cruel". Descobrimos o mundo através desse cruel mar. Todos os anos  nos deparamos com notícias de pessoas desaparecidas no mar, de barcos afundados e bares de praia destruídos. Temos noção do quão perigoso o mar é pelas mais variadas experiências, no entanto continuamos a querer ter a nossa casa ou estabelecimento mesmo em cima da praia para poder diria estar perto do mar. Pois bem depois de tantos séculos com histórias trágicas para contar, será que ainda não aprendemos que não podemos dominar o mar? Quem nos domina é ele, podemos até pensar que o dominamos quando construímos molhes, pontões e esporões, mas isso são tudo medidas temporárias, em certos períodos de tempo que podem ser de algumas décadas parece que o mar cede à sua bravura e não apoquenta os que perto dele se estabeleceram, mas como nada é constante e eterno ciclicamente o mar volta a ter bravura e vem reclamar o terreno que é seu por direito. A solução que nos resta fazer e de modo a ser relativamente definitiva é recuar, recuar para locais onde o mar naturalmente nunca tenha chegado e retirar todos os esporões e quebra-mar que por alguns locais do litoral se encontram instalados assim como a recuperação das dunas que outrora existiam onde hoje existem casas ou bares, a natureza iria encontrar o seu equilíbrio e teríamos tanto melhores praias com mais areal assim como mais bonitas e saudáveis. É urgente pensar numa solução, sei que iria ter custos enormes, mas o benefício seria seguramente superior e por favor das coisas que fizerem não gastem dinheiro a fixar as dunas elas têm o seu equilíbrio natural estando móveis. Deixo algo para poderem pensar, para que continuemos a ter um bonito litoral.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Almada entre o Rio e o Mar

Almada é um concelho de ricos valores naturais onde o documentário "Almada entre o Rio e o Mar" ilustra muito bem isso. Desde a monumental arriba fóssil, a Mata dos Medos à Costa de Caparica e passando pelo mar, Almada é um concelho que tem muito para descobrir. 
Agradeço aos fotógrafos Luís Quinta e Ricardo Guerreiro por terem realizado este documentário sobre fauna e flora da região.

Deixo aqui o vídeo do youtube onde podem ver a integra do documentário.


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Novas ideias.

Volta de novo o tema dos salários cada vez mais baixos, desta vez o destaque está nos licenciados que segundo o INE tiveram em média uma diminuição de 6% nos salários oferecidos pelas empresas, passado agora a ser 1251€. Continua-se portanto com uma política de baixos salários, que na cabeça de muitos patrões que de economia percebem 1 grão de arroz é a melhor política pois assim conseguem que a mesma quantidade de trabalho lhes saia mais barato. Mas quanto tempo é que é preciso para que esta mentalidade mude e se passem a adoptar políticas de crescimento em que os salários mais elevados e por sua vez mais motivadores sejam a regra e não a excepção? Será muito difícil de entender para os patrões que se uma pessoa receber mais, se vai sentir mais motivada e por sua vez aumentar a sua productividade natural, produzindo portanto mais trabalho, ajudando a empresa para a qual trabalha, assim como a economia? Mantenho a esperança de que um dia não tenha que fazer estas perguntas e que também além da vontade dos patrões que existem e dos que virão, também o governo crie políticas de incentivo à actividade das empresas de modo a estimular salários mais elevados em relação aos que existem hoje. O primeiro passo poderia ser por em prática uma política fiscal verde que consiste na tributação de fontes poluidoras pelo seu impacto no ecossistema e com parte das receitas dessa tributação poderia ser possível subsidiar diversos outros sectores, ajudando a economia a produzir melhor e mais sustentavelmente assim como salários melhores. Tudo isto por agora não passa de um mero conceito teórico, a acontecer em Portugal irá levar muitos anos até que entre em prática, pois muitos muros de gente e corporações influentes vão ser preciso serem derrubados.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Olhe é com factura sff.

Olhe é com factura sff, vai ser esta a expressão que muitos portugueses vão começar a usar mais frequentemente, agora que se vão começar a fazer sorteios semanais de automóveis novos a serem oferecidos pelo ministério das finanças. É uma medida digo bastante incentivadora a que se peça factura, especialmente de certa forma compensadora do tempo extra que por vezes se espera para se introduzir o nº de contribuinte, quando não temos paciência normalmente nunca pedimos factura, agora passa a haver um motivo para o fazer. Antes ninguém ia pedir uma factura por uma refeição ou uma qualquer ida ao cabeleireiro, agora alguns até por um café o irão fazer, tudo a favor de se habilitarem para o prémio, pois como se costuma dizer quanto mais vezes ligar mais hipóteses tem de ganhar, neste caso quanto mais facturas pedir, mais hipótese tem de ganhar. Vá peça as suas facturas, ajude o país e a si próprio.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Igualdade onde estás?

Hoje vieram a público uma série de notícias sobre o Banco de Portugal (BdP) em que vão ser devolvidos os subsídios de férias e Natal relativos a 2012 a todos os reformados dos banco, como consequência de uma decisão judicial do Tribunal do Trabalho. 
Ao olhar para o conteúdo desta notícia nem queria acreditar em nova tamanha injustiça, sinto que o meu país (não) tem leis para classes privilegiadas. Num momento em que é necessário fazer contenção orçamental e uma grande maioria de nós o tem feito e muitos a muito custo, vêm certas classes ter privilégios absolutamente absurdos. Depois de até o TC ter aceite o decreto-lei do governo relativo ao corte nos subsídios, vem esta trapalhada cá para fora. Estão uns a pagar para outros, diria que as prostituas aos xulos, pois nem vejo de outra forma. Não percebo como é possível haver 1874 reformados e 532 pensionistas do BdP entre eles o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva e a ex-ministra das finanças Manuela Ferreira Leite virem a receber uma verba estimada em 7,5 ME no total. Pior ainda é saber que os miseráveis subsídios devolvidos desta "gente" trazem um ovo da Páscoa de bónus com juros de mora de 4%, vão ter certamente um ano mais feliz e com mais possibilidade de pagar as suas despesas já que alguns (Cavaco Silva) dizem que a sua reforma não chega para pagar as suas despesas...
Há mesmo portugueses de 1ª e portugueses de 2ª, portugueses que recebem pouco e pagam muito e portugueses que recebem muito não pagam nada e recebem mais,  pois a página onde está definida igualdade foi arrancada do dicionário dos juízes que tomam decisões como esta em favor de reformados do Banco de Políticos mais conhecido como de Portugal.

Contra os canhões marchar marchar.

Desistir, quem é que inventou a palavra desistir? Simplesmente não está na minha natureza desistir.
Bora lá, rebentar com esta estatística de uma vez por todas e "esfregar a nota na cara da professora". Vai-te a ela, dá-lhe com força não vacila. 

I knew you where trouble when you walked in, agora adeus que não posso perder tempo a treinar para te mandar abaixo, kiss.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Praxe, para sempre

Ultimamente o tema praxe tem sido o tema dominante do dia a dia, tem feito manchetes de jornais, revistas, notícias de abertura em jornais televisivos, nas redes sociais, basicamente em todo o lado. E tudo isto veio à baila porquê? Devido à tragédia do Meco a 15 de Dezembro de 2013 em que morreram infelizmente 6 jovens (causas ainda por explicar) havendo no entanto muitos indícios que apontam para a prática de praxe no local. Devido a tal tragédia muitos agora acreditam que a praxe é culpada pela morte dos jovens que foram infelizmente levados pelo "cruel" mar numa dita onda de maiores dimensões relativamente às que estavam a ocorrer no local até então. A opinião de muitas pessoas é que as praxes deviam ser proibidas para que se evitem mais acontecimentos como este na madrugada de 15 de Dezembro, incitando que se não houvessem praxes nada disto teria acontecido. Pois bem, de certa forma têm razão, se os jovens não estivessem estado naquela praia naquele momento nada disso teria acontecido, agora dizer que foi por ser uma praxe que tudo aconteceu, por favor era a mesma coisa que dizer que alguém ficou bêbedo porque alguém resolveu fabricar bebidas alcoólicas. As praxes no seu conceito "normal"sempre foram e sempre serão uma forma de integração dos caloiros no novo ambiente académico, uma forma de socializarem com quem já lá anda há mais tempo, conhecerem outros caloiros como eles e acima de tudo divertirem-se antes de o tempo de aulas a sério começar, é disto que se trata as praxes e é por estes motivos que não deve nunca ser proibido, pois ninguém morre por ser praxado da forma que deve ser e se não quiser ninguém o obriga. Se há rituais "esquisitos" como no caso da comissão de praxe da universidade Lusófona, isso é com quem lá anda e se quer submeter a tal coisa, pois cada um é livre de fazer o que quer desde que assuma responsabilidade por isso (termo de responsabilidade assinado), já dizer que isso foi a causa da morte de 6 jovens bate no ridículo para não dizer pior. Causas naturais (mar agitado) é esta a causa da morte dos jovens, pura e simplesmente, não a praxe, pois a praxe é vida.

Nota: Não destaquei nem o sobrevivente nem as vítimas, pois não é esse o objectivo do artigo, lamento no entanto o sucedido.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Novo vídeo de Shakira

Shakira lançou ontem (30/01/2014) o video de "Can't Remember To Forget You" em parceria com Rihanna, é uma música estilo reggae que corresponde muito bem com a imagem de ambas as artistas. O vídeo está algo provocante destacando-se a sensualidade que tanto Shakira como Rihanna apresentam (característica já conhecida do público há anos) apresentam no mesmo. Destaco a forma física da Shakira para a idade que tem (36 anos) e essencialmente depois de já ter sido mãe e em comparação com a sempre em forma Rihanna (25 anos) está muito bem, com muita ajuda de ginásio provavelmente, mas já se sabe peça fundamental do puzzle no que toca a ter "tudo no sítio" já se sabe. Dou os meus parabéns às 2 pela música alegre e divertida que construíram com seus enormes talentos e ao ar jovem que Shakira tem.

O vídeo de Can't Remember To Forget You

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

O eucaliptal em Portugal

Muito se tem falado ultimamente do eucaliptal em Portugal especificamente do drecreto-lei aprovado em Julho de 2013  que permite a liberalização da plantação de espécies exóticas. Ora bem certas organizações cívicas têm vindo defender a revogação de tal lei, apresentando argumentos como que o eucalipto é uma espécie invasora, que provoca desertificação de solos que causa um maior desordenamento da floresta entre outras coisas. Pois bem pretendo em nome da verdade esclarecer certos aspectos, o eucalipto (Eucalyptus globulus) não é uma espécie invasora, pois por espécie invasora define-se como aquela espécie que não sendo autóctone consegue germinar e desenvolver-se e por sua vez expandir-se em área sem qualquer intervenção humana, ora bem até hoje ainda não se provou ou constatou que o eucalipto no território nacional consiga fazê-lo logo não é espécie invasora mas sim espécie exótica. Desertificação de solos é outro termo extremamente incorrecto de se usar neste contexto, desertificação de solos refere-se à perda de qualidades de um solo como nutrientes, matéria orgânica e até estrutura física do mesmo. Para tal acontecer é preciso que o solo tenha sido mobilizado ou intervencionado por máquinas, ou seja, não é o simples facto de ser um eucalipto que causa a desertificação do solo, a sua incorrrecta instalação é que o pode fazer, seja eucalipto, pinheiro, carvalho, castanheiro, se as práticas não forem bem feitas em todos os casos apresentam riscos e graves consequências. Destaco também que muitas vezes se vê nos debates de rua e redes sociais acusações de que o eucalipto "consome" muita água e que seca as fontes e para esses tenho a seguinte resposta, estudos realizados mostram que 1 eucalipto de tamanho e dimensão semelhante a um pinheiro-bravo (Pinus pinaster) consomem exatamente a mesma quantidade de água... e mais se eles realmente "secam o solo" como por aí se diz, como poderiam então crescer tamanhas árvores sem água para beber? Tempo é de pensar e reflectir sobre uma mentalidade antiga que teima em desaparecer. 
Já a questão do desordenamento da floresta não é um problema do eucalipto é um problema nacional que ocorre a par com o pinheiro, a base desse problema começa pelas baixas qualificações de muitos proprietários florestais que ainda têm muito "medo" em aderir a associações florestais assim como a ZIF's pois pensam que gerir a sua propriedade lhes é ficar com a dita. Também é facto que as propriedades têm áreas muito pequenas na região Norte chegam a haver "florestas" com 200m2 com meia duzia de pinheiros ou eucaliptos e todos "encavalitados" para ter sempre espaço para mais 1 ou 2 árvores, pois esses proprietários estão preocupados em ter o maior rendimento possível do tão pouco que podem fazer e não do que podem fazer para proteger. Bom seria mudar essa mentalidade de modo a fazer uma melhor gestão do território, mas provavelmente irá levar anos a consegui-lo, o que talvez ocorre-rá com a chegada de uma geração mais recente e mais instruída para agir da melhor forma possível.

Esta é uma palavra para aqueles todos que criticam o eucaliptal e o eucalipto por tudo e por nada, o objectivo não é transformar Portugal num eucaliptal, o objectivo é ter Portugal com um sector florestal competitivo, criador de postos de trabalho e protector de áreas de interesse para se conservarem conforme são naturais e belas. A sociedade a economia e a ecologia são os pilares de todo o equilíbrio a que chamamos de sustentabilidade, esse sim é o interesse de todos e todos precisam de se entender para manter estável esse equilíbrio.