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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Almada entre o Rio e o Mar

Almada é um concelho de ricos valores naturais onde o documentário "Almada entre o Rio e o Mar" ilustra muito bem isso. Desde a monumental arriba fóssil, a Mata dos Medos à Costa de Caparica e passando pelo mar, Almada é um concelho que tem muito para descobrir. 
Agradeço aos fotógrafos Luís Quinta e Ricardo Guerreiro por terem realizado este documentário sobre fauna e flora da região.

Deixo aqui o vídeo do youtube onde podem ver a integra do documentário.


sábado, 8 de fevereiro de 2014

Novas ideias.

Volta de novo o tema dos salários cada vez mais baixos, desta vez o destaque está nos licenciados que segundo o INE tiveram em média uma diminuição de 6% nos salários oferecidos pelas empresas, passado agora a ser 1251€. Continua-se portanto com uma política de baixos salários, que na cabeça de muitos patrões que de economia percebem 1 grão de arroz é a melhor política pois assim conseguem que a mesma quantidade de trabalho lhes saia mais barato. Mas quanto tempo é que é preciso para que esta mentalidade mude e se passem a adoptar políticas de crescimento em que os salários mais elevados e por sua vez mais motivadores sejam a regra e não a excepção? Será muito difícil de entender para os patrões que se uma pessoa receber mais, se vai sentir mais motivada e por sua vez aumentar a sua productividade natural, produzindo portanto mais trabalho, ajudando a empresa para a qual trabalha, assim como a economia? Mantenho a esperança de que um dia não tenha que fazer estas perguntas e que também além da vontade dos patrões que existem e dos que virão, também o governo crie políticas de incentivo à actividade das empresas de modo a estimular salários mais elevados em relação aos que existem hoje. O primeiro passo poderia ser por em prática uma política fiscal verde que consiste na tributação de fontes poluidoras pelo seu impacto no ecossistema e com parte das receitas dessa tributação poderia ser possível subsidiar diversos outros sectores, ajudando a economia a produzir melhor e mais sustentavelmente assim como salários melhores. Tudo isto por agora não passa de um mero conceito teórico, a acontecer em Portugal irá levar muitos anos até que entre em prática, pois muitos muros de gente e corporações influentes vão ser preciso serem derrubados.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Olhe é com factura sff.

Olhe é com factura sff, vai ser esta a expressão que muitos portugueses vão começar a usar mais frequentemente, agora que se vão começar a fazer sorteios semanais de automóveis novos a serem oferecidos pelo ministério das finanças. É uma medida digo bastante incentivadora a que se peça factura, especialmente de certa forma compensadora do tempo extra que por vezes se espera para se introduzir o nº de contribuinte, quando não temos paciência normalmente nunca pedimos factura, agora passa a haver um motivo para o fazer. Antes ninguém ia pedir uma factura por uma refeição ou uma qualquer ida ao cabeleireiro, agora alguns até por um café o irão fazer, tudo a favor de se habilitarem para o prémio, pois como se costuma dizer quanto mais vezes ligar mais hipóteses tem de ganhar, neste caso quanto mais facturas pedir, mais hipótese tem de ganhar. Vá peça as suas facturas, ajude o país e a si próprio.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Igualdade onde estás?

Hoje vieram a público uma série de notícias sobre o Banco de Portugal (BdP) em que vão ser devolvidos os subsídios de férias e Natal relativos a 2012 a todos os reformados dos banco, como consequência de uma decisão judicial do Tribunal do Trabalho. 
Ao olhar para o conteúdo desta notícia nem queria acreditar em nova tamanha injustiça, sinto que o meu país (não) tem leis para classes privilegiadas. Num momento em que é necessário fazer contenção orçamental e uma grande maioria de nós o tem feito e muitos a muito custo, vêm certas classes ter privilégios absolutamente absurdos. Depois de até o TC ter aceite o decreto-lei do governo relativo ao corte nos subsídios, vem esta trapalhada cá para fora. Estão uns a pagar para outros, diria que as prostituas aos xulos, pois nem vejo de outra forma. Não percebo como é possível haver 1874 reformados e 532 pensionistas do BdP entre eles o Presidente da República Aníbal Cavaco Silva e a ex-ministra das finanças Manuela Ferreira Leite virem a receber uma verba estimada em 7,5 ME no total. Pior ainda é saber que os miseráveis subsídios devolvidos desta "gente" trazem um ovo da Páscoa de bónus com juros de mora de 4%, vão ter certamente um ano mais feliz e com mais possibilidade de pagar as suas despesas já que alguns (Cavaco Silva) dizem que a sua reforma não chega para pagar as suas despesas...
Há mesmo portugueses de 1ª e portugueses de 2ª, portugueses que recebem pouco e pagam muito e portugueses que recebem muito não pagam nada e recebem mais,  pois a página onde está definida igualdade foi arrancada do dicionário dos juízes que tomam decisões como esta em favor de reformados do Banco de Políticos mais conhecido como de Portugal.

Contra os canhões marchar marchar.

Desistir, quem é que inventou a palavra desistir? Simplesmente não está na minha natureza desistir.
Bora lá, rebentar com esta estatística de uma vez por todas e "esfregar a nota na cara da professora". Vai-te a ela, dá-lhe com força não vacila. 

I knew you where trouble when you walked in, agora adeus que não posso perder tempo a treinar para te mandar abaixo, kiss.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Praxe, para sempre

Ultimamente o tema praxe tem sido o tema dominante do dia a dia, tem feito manchetes de jornais, revistas, notícias de abertura em jornais televisivos, nas redes sociais, basicamente em todo o lado. E tudo isto veio à baila porquê? Devido à tragédia do Meco a 15 de Dezembro de 2013 em que morreram infelizmente 6 jovens (causas ainda por explicar) havendo no entanto muitos indícios que apontam para a prática de praxe no local. Devido a tal tragédia muitos agora acreditam que a praxe é culpada pela morte dos jovens que foram infelizmente levados pelo "cruel" mar numa dita onda de maiores dimensões relativamente às que estavam a ocorrer no local até então. A opinião de muitas pessoas é que as praxes deviam ser proibidas para que se evitem mais acontecimentos como este na madrugada de 15 de Dezembro, incitando que se não houvessem praxes nada disto teria acontecido. Pois bem, de certa forma têm razão, se os jovens não estivessem estado naquela praia naquele momento nada disso teria acontecido, agora dizer que foi por ser uma praxe que tudo aconteceu, por favor era a mesma coisa que dizer que alguém ficou bêbedo porque alguém resolveu fabricar bebidas alcoólicas. As praxes no seu conceito "normal"sempre foram e sempre serão uma forma de integração dos caloiros no novo ambiente académico, uma forma de socializarem com quem já lá anda há mais tempo, conhecerem outros caloiros como eles e acima de tudo divertirem-se antes de o tempo de aulas a sério começar, é disto que se trata as praxes e é por estes motivos que não deve nunca ser proibido, pois ninguém morre por ser praxado da forma que deve ser e se não quiser ninguém o obriga. Se há rituais "esquisitos" como no caso da comissão de praxe da universidade Lusófona, isso é com quem lá anda e se quer submeter a tal coisa, pois cada um é livre de fazer o que quer desde que assuma responsabilidade por isso (termo de responsabilidade assinado), já dizer que isso foi a causa da morte de 6 jovens bate no ridículo para não dizer pior. Causas naturais (mar agitado) é esta a causa da morte dos jovens, pura e simplesmente, não a praxe, pois a praxe é vida.

Nota: Não destaquei nem o sobrevivente nem as vítimas, pois não é esse o objectivo do artigo, lamento no entanto o sucedido.