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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Praxe, para sempre

Ultimamente o tema praxe tem sido o tema dominante do dia a dia, tem feito manchetes de jornais, revistas, notícias de abertura em jornais televisivos, nas redes sociais, basicamente em todo o lado. E tudo isto veio à baila porquê? Devido à tragédia do Meco a 15 de Dezembro de 2013 em que morreram infelizmente 6 jovens (causas ainda por explicar) havendo no entanto muitos indícios que apontam para a prática de praxe no local. Devido a tal tragédia muitos agora acreditam que a praxe é culpada pela morte dos jovens que foram infelizmente levados pelo "cruel" mar numa dita onda de maiores dimensões relativamente às que estavam a ocorrer no local até então. A opinião de muitas pessoas é que as praxes deviam ser proibidas para que se evitem mais acontecimentos como este na madrugada de 15 de Dezembro, incitando que se não houvessem praxes nada disto teria acontecido. Pois bem, de certa forma têm razão, se os jovens não estivessem estado naquela praia naquele momento nada disso teria acontecido, agora dizer que foi por ser uma praxe que tudo aconteceu, por favor era a mesma coisa que dizer que alguém ficou bêbedo porque alguém resolveu fabricar bebidas alcoólicas. As praxes no seu conceito "normal"sempre foram e sempre serão uma forma de integração dos caloiros no novo ambiente académico, uma forma de socializarem com quem já lá anda há mais tempo, conhecerem outros caloiros como eles e acima de tudo divertirem-se antes de o tempo de aulas a sério começar, é disto que se trata as praxes e é por estes motivos que não deve nunca ser proibido, pois ninguém morre por ser praxado da forma que deve ser e se não quiser ninguém o obriga. Se há rituais "esquisitos" como no caso da comissão de praxe da universidade Lusófona, isso é com quem lá anda e se quer submeter a tal coisa, pois cada um é livre de fazer o que quer desde que assuma responsabilidade por isso (termo de responsabilidade assinado), já dizer que isso foi a causa da morte de 6 jovens bate no ridículo para não dizer pior. Causas naturais (mar agitado) é esta a causa da morte dos jovens, pura e simplesmente, não a praxe, pois a praxe é vida.

Nota: Não destaquei nem o sobrevivente nem as vítimas, pois não é esse o objectivo do artigo, lamento no entanto o sucedido.

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