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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Novas ideias.

Volta de novo o tema dos salários cada vez mais baixos, desta vez o destaque está nos licenciados que segundo o INE tiveram em média uma diminuição de 6% nos salários oferecidos pelas empresas, passado agora a ser 1251€. Continua-se portanto com uma política de baixos salários, que na cabeça de muitos patrões que de economia percebem 1 grão de arroz é a melhor política pois assim conseguem que a mesma quantidade de trabalho lhes saia mais barato. Mas quanto tempo é que é preciso para que esta mentalidade mude e se passem a adoptar políticas de crescimento em que os salários mais elevados e por sua vez mais motivadores sejam a regra e não a excepção? Será muito difícil de entender para os patrões que se uma pessoa receber mais, se vai sentir mais motivada e por sua vez aumentar a sua productividade natural, produzindo portanto mais trabalho, ajudando a empresa para a qual trabalha, assim como a economia? Mantenho a esperança de que um dia não tenha que fazer estas perguntas e que também além da vontade dos patrões que existem e dos que virão, também o governo crie políticas de incentivo à actividade das empresas de modo a estimular salários mais elevados em relação aos que existem hoje. O primeiro passo poderia ser por em prática uma política fiscal verde que consiste na tributação de fontes poluidoras pelo seu impacto no ecossistema e com parte das receitas dessa tributação poderia ser possível subsidiar diversos outros sectores, ajudando a economia a produzir melhor e mais sustentavelmente assim como salários melhores. Tudo isto por agora não passa de um mero conceito teórico, a acontecer em Portugal irá levar muitos anos até que entre em prática, pois muitos muros de gente e corporações influentes vão ser preciso serem derrubados.

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