Volta de novo o
tema dos salários cada vez mais baixos, desta vez o destaque está nos
licenciados que segundo o INE tiveram em média uma diminuição de 6% nos
salários oferecidos pelas empresas, passado agora a ser 1251€. Continua-se
portanto com uma política de baixos salários, que na cabeça de muitos patrões
que de economia percebem 1 grão de arroz é a melhor política pois assim
conseguem que a mesma quantidade de trabalho lhes saia mais barato. Mas quanto
tempo é que é preciso para que esta mentalidade mude e se passem a adoptar
políticas de crescimento em que os salários mais elevados e por sua vez mais
motivadores sejam a regra e não a excepção? Será muito difícil de entender para
os patrões que se uma pessoa receber mais, se vai sentir mais motivada e por
sua vez aumentar a sua productividade natural, produzindo portanto mais
trabalho, ajudando a empresa para a qual trabalha, assim como a economia?
Mantenho a esperança de que um dia não tenha que fazer estas perguntas e que
também além da vontade dos patrões que existem e dos que virão, também o
governo crie políticas de incentivo à actividade das empresas de modo a
estimular salários mais elevados em relação aos que existem hoje. O primeiro
passo poderia ser por em prática uma política fiscal verde que consiste na
tributação de fontes poluidoras pelo seu impacto no ecossistema e com parte das
receitas dessa tributação poderia ser possível subsidiar diversos outros
sectores, ajudando a economia a produzir melhor e mais sustentavelmente assim
como salários melhores. Tudo isto por agora não passa de um mero conceito
teórico, a acontecer em Portugal irá levar muitos anos até que entre em
prática, pois muitos muros de gente e corporações influentes vão ser preciso
serem derrubados.
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